quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Queria entender porque todo dia eu acordo e vou olhar nossas fotos... Nem tinha reparado, mas hoje eu percebi que faço isso toda manha. Repriso capítulos da nossa vida juntas, revivo em cores, perfume e som. Me acabo em lagrimas sozinha, encolhida no quarto trancado. Bem que eu queria me abrir com alguém, mas não sei fazer isso, eu nunca soube.
Hoje eu achei coisas que você me escrevia. Eu gostava de tirar print, porque depois você sempre apagava, eu gostava de guardar pra mim e ler depois... Faz tanto tempo que eu nem lembrava mais que tinha essas imagens salvas.
É tudo tão estranho pra mim, eu ainda não consigo entender tudo que aconteceu, não consigo acreditar, e quando eu digo que não acredito, não é exagero meu, eu realmente não consigo. É, eu sei que você se foi e que não vai mais voltar, mas me faz sentir isso então, porque aqui dentro eu não sinto assim.
Quando eu penso em você me vem a sua imagem de sempre, de menina mulher louca, impulsiva, sem medo, eu lembro da sua risada e de quando você cantava sem ritmo algum e eu ficava sem graça de te contar que cantar não era a sua. Mas quando vem flashs da ultima vez que te vi, da ultima vez que te toquei e seu corpo não possuía mais calor nenhum me da uma revolta tão grande, uma vontade de gritar, meus olhos transbordam e sinto meu corpo tão pesado, é inexplicável! E eu simplesmente desconsidero tudo isso e esqueço por mais um tempo.
Não entra nessa minha cabecinha que eu nunca mais terei um abraço seu, você tá tão viva em mim, isso me faz pensar que a qualquer momento você aparece por ai, afinal você sempre foi assim, sumia, saia sem dizer nada e depois voltava, ai sumia de novo...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Eu não preciso e nem vou gritar a minha dor aos quatro ventos.
Na verdade tô me fudendo pra tudo que esses idiotas sensacionalistas dessa cidade pensam.
Não venham encher minha cabeça com perguntas maliciosas e afirmações sem fundamento.
E eu não preciso chorar na sua frente pra te fazer acreditar em nada, não preciso e não vou!
Só eu sei o que se passa aqui dentro, só eu sei, mais ninguém, só eu sei o tamanho da minha dor, o vazio enorme que ela deixou aqui no meu peito... Só eu sei o quanto eu vou sentir falta, só eu, mais ninguém.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

E eu que adorava meu ceticismo agora quero acreditar em algo mais...
Nunca me prendi em crenças de nenhuma espécie, me orgulhava disso. Sempre acreditei que um homem carregado de crendices vê o mundo de um modo destorcido, de certa forma é ignorante, burro em acreditar e se agarrar em teorias sobrenaturais ao invés de crer no que está provado cientificamente, o que pode ser repetido e confirmado.
Não gosto de religiões, não preciso que alguém pense por mim e venha me dizer o que é certo e o que é errado, como devo agir, que devo ser virgem até o casamento ou que devo me relacionar com pessoas do sexo oposto.
Pra mim, moral e ética nada tem a ver com religião, a índole do individuo é uma questão pessoal, influenciada pelo meio talvez, mas crer ou não em um Deus não faz alguém ter mais ou menos caráter.
Me revolto com guerras santas, com livros sagrados repletos de contradições, com conceitos “eternos” até que precisam ser mudados pra que não se perca fieis, com o jogo de interesses onde o foco principal é e sempre foi dinheiro.
Vendo por outro lado é tão confortante acreditar que um Deus olha por nós, que nos ama incondicionalmente, que pode sempre nos ajudar.
Eu tenho orado por alguém, eu tenho medo que essas teorias sejam mesmo verdade e esse alguém que tentou fugir de problemas simples tenha que encarar outros piores. Tenho pensado e repensado todas essas questões, eu quero ir contra todos os meus argumentos, em tudo que eu acredito, ou melhor, em tudo que deixo de acreditar.
É tão vago pensar que a vida é só isso, e que termina tudo aqui. Eu quero muito acreditar em outras vidas, em reencontros.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Se não me engano era sexta feira, foi dia 08 de Agosto de 2008. Eu era uma criança de 16 anos que se achava grande.
Nos finais de semana eu frequentava um Pub da cidade, o lugarzinho mais descolado que existia por ali, às vezes lá rolava um rock, mas eu gostava mesmo era de jogar sinuca bebendo minha heineken e fumando carlton, é, nessa época eu ainda tava no filtro branco. Mesmo sendo menor, eu nunca tive problemas pra entrar nos lugares, beber ou fazer qualquer coisa proibida pra minha idade.
Eu estava com um amigo que hoje mal converso, eu sei que ele paga de tatuador e DJ agora, ta com o corpo repleto de desenhos e eu nunca o vi tocar, às vezes nos encontramos por ai, nada demais. Estávamos jogando sinuca, acho que eu estava ganhando, pois era assim que a maioria dos jogos terminava. Me lembro de estar rindo, distraída, falando sobre qualquer coisa.
Foi quando eu olhei pra porta e a vi entrar, ela usava uma blusa preta, calça jeans e sandália... Cabelos negros, soltos e os olhos carregados de maquiagem.
Ela me olhou também, cruzamos olhares por uns poucos segundos, passou muita coisa na minha cabeça nessa hora. Eu frequentava aquele lugar praticamente todos os dias e nunca tinha visto ela por ali, nem ali e nem em nenhum outro lugar. Eu me senti atraída por ela, e senti também que a atração era mutua.
Continuei meu jogo, observando de longe e desviando o olhar pra não parecer estranho, meu joguinho acabou e eu saí pra dar uma volta ali por perto e ver se encontrava mais alguém. Foi só por o pé pra fora e encontrei alguns amigos numa mesa na porta do Pub, um deles eu ainda me lembro quem é, tinha conhecido ele uns dois anos atrás, ele era o amigo gay da irmã do meu namorado, complicado né? Pois é, na época eu era heterozinha. Enfim, eu sentei na mesa e começamos a conversar, do nada ela vem e senta na mesma mesa, não trocamos nenhuma palavra, e em poucos minutos ela se levantou e foi novamente pro balcão do Pub.
No segundo que ela saiu já fui pedindo a ficha completa. Descobri seu nome e que tinha acabado de se mudar, por conhecidência ela vinha da mesma cidade em que eu tinha sido expulsa pela minha mãe um tempo atrás.
Ela voltou pra mesa e eu puxei assunto, o papo fluiu e tínhamos vários conhecidos em comum. De novo ela se levantou, eu perguntei algo referente a um possível gosto por meninas que por acaso ela podia vir a ter, fui surpreendida, pra mim isso era certo, e meu amigo indagou com a maior convicção que não, muito pelo contrario.
Fiquei meio decepcionada na hora, achei que podia rolar alguma coisa além de uma nova amizade.
Saímos todos juntos de lá e fomos andar pela rua pra colorir os olhos de vermelho. Risadas e muitos assuntos desconexos, dei por mim e estávamos andando abraçadas, não sei de onde saiu tanta intimidade em um tão curto espaço de tempo. Fui informada da sua idade, ela também tinha 16, mas aparentava uns 5 anos a mais, tanto no comportamento como fisicamente.
Na época minha vida noturna terminava cedo, papai pegava no meu pé e eu tinha hora marcada pra estar em casa. Eu tinha quer ir, não queria, mas tinha que ir...
Já tinha me despedido, continuamos andando no mesmo sentido, os outros andavam bem na frente e viraram a esquina, nessa hora eu senti que devia fazer alguma coisa. Eu corria o risco que ela se irritasse comigo, me xingasse e formasse uma péssima imagem de mim, ou talvez nada disso...
Me despedi dela com um beijo e ela correspondeu... Foi o primeiro de muitos, o início de uma história linda, uma história linda que agora teve um fim definitivo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Eu consigo rir, por fora às vezes brota um sorriso, pra não desapontar o esforço de algum amigo na tentativa de me animar...
Nem um segundo sequer a sua imagem saiu da minha cabeça, fica rodando e rodando o mesmo filme varias vezes, tanta coisa a gente viveu junta, inúmeras loucuras, milhares de risadas, uma infinidade de carinho, de palavras doces, e também momentos ruins, mas eu sempre ofereci meu colo pra você chorar, por pior que as coisas fossem, sempre havia uma solução.
Eu tento entender o que se passava dentro do seu coraçãozinho, pra ver se assim eu me conformo por você ter me deixado tão cedo.
Não que me sinta culpada, mas eu me arrependo sim de não ter feito muita coisa.
Preferia que você tivesse fugido, ido pra longe, muito longe, sem dar noticias, sem avisar... Assim eu ia viver pra sempre com a esperança que um dia você voltaria, de braços abertos sorriso no rosto e historia pra contar.
Ainda não consigo acreditar que você se foi, aquela não era a minha Lamica, a que conheci é louca, cheia de vida...
Eu tenho orado por você meu amor, pra você encontrar a paz que buscou ao fugir dessa vida.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Você proporcionou a melhor e a pior sensação que já tive.

Eu queria poder acordar amanha e ver que tudo isso não passou
de sonho ruim!

Queria poder te ligar e ir ao seu encontro pra dizer o
quando você é importante na minha vida, o quanto você me ensinou, me fez
crescer, o quanto eu te amo e que você sabe que não é pouco.

To ouvindo a nossa musica agora, ela nunca fez tanto sentido
pra mim “não sei se eu saberia chegar até o final do dia sem você” é, dessa vez
é serio, eu vou ter que aprender a chegar ao final de todos os outros dias...

Eu queria pedir desculpas, as mais sinceras de todas, acreditei
que a gente ainda tinha muito tempo pela frente...

Nunca vou me esquecer da nossa ultima conversa, e de nada que
foi dito...

Amor de verdade é só um, e o meu é você lamica!